
Eu o vi indo embora e já não tinha mais forças para impedi-lo. O amor já era cinza. Os beijos sem açúcar. Os olhares mais perdidos que atentos. As cores tão pouco vivas. Os sorrisos monalísticos. O coração já não acelerava ao ouvir o som de chaves no final da tarde, os passos inconfundíveis e a voz tão familiar. Familiar... acho que foi isso. Tudo tinha cara de reprise. Foi quando tive clareza disso que desisti de nós. A chuva levou você de mim. Vi a porta se fechar e senti como se meu coração estivesse numa solitária. Chorei. E já não sabia se chorava por amá-lo ou por perdê-lo. Se o que me fazia sofrer era a sua ida ou o silêncio que se instalava. A verdade é que nunca saberei. E isso importa de fato? O que importa é que continuo aqui, do jeito que você me deixou: nua, desgrenhada, catatônica. Mesmo depois de oito anos, a imagem que me vem quando cerro os olhos é a porta se fechando e os seus passos se distanciando. "Não me deixe...", ainda sussurrei, mas você não quis ouvir. Ou eu não quis que ouvisse.
4 comentários:
Uma confusão de sentimentos. Acho que na verdade o que impede a gente fazer ou descobrir certas coisas é o medo que todos tempos de quebrar o cara. E o orgulho também, que nos deixa cego.
Beijos.
Qdo tudo perde a cor e procuramos a graça q ja não existe, ficamos amarrados naquilo q já foi um dia...até ir embora de vez.
Talvez, ganhemos mais, se dermos adeus à mesquinhez de ficar no filme repetido.
Bisous
A velha e boa nostalgia é companheira do pretérito mais que perfeito...
Passado do passado!!!
Melhor que venha chuava, leve as cinzas e traga algum arco iris.
Bjosss
Sim, sim, Jô! Isso é vero! E acho q já decidi sim. Vou atrás do meu sonho. Se não der certo, volto pra realidade. Como diria mamys, estou mto jovem para me prender à realidade! \o/
Menina, xô te perguntar...tu faz mestrado com bolsa, é? Foi mto complicado conseguir? Estou c tantas dúvidas, Jô! Desde o projeto à bolsa...
Aff!
Bisooousss
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