sábado, 14 de março de 2015

Quanto mais o tempo passava, mais ela percebia o quanto a solidão era sua melhor companhia. Não era um sentimento amargo, como se costuma pensar que é. Apenas uma constatação óbvia e reconfortante.

Não tinha mais paciência para a capacidade de negociação que requer um relacionamento.  Em suas férias, por exemplo, queria apenas escolher o destino, sem precisar convencer ninguém de que era boa ideia.

Reconhecia o valor das relações, apenas não queria para si. Ao menos não naquele momento. Dava claustrofobia, só de pensar. E por ora estava bom assim. Sem cobranças, sem ciúmes, sem explicações. Apenas o silêncio necessário para ler um bom livro.

3 comentários:

Úrsula Pires disse...

Penso do mesmo modo. Já fui casada e percebi bem rápido que aquilo lá não era pra mim. Hoje trabalho numa empresa em que moro seis meses em cada país por que passo. Muito bom saber que não tô sozinha neste pensamento. Úrsula.

Cristina Carvalho disse...

Fiquei fã dos textos.. Virei cá com mais frequência para ler... São maravilhosos.. Não consigo parar de ler. Muitos parabéns :)

S. disse...

Acredito que a solidão tem mais a ver com estado de espírito que a presença, ou ausência de pessoas em nossa vida, então para mim, sozinho ou acompanhado, o importante é estar feliz.:)

Sempre muito bom te ler, Jô.

Beijinho.