
(Não quero mais mãos dadas. Nem flores. Nada de jantares românticos. Nem luz de velas. Não conheça minha família, nem me abra a porta do carro. Sem gentilezas, por favor. Não venha perfumado. Decida você mesmo o que vai pedir para o jantar, ao menos uma vez. Seja autoritário. Grosseiro. Mande em mim. Utilize as velas outrora usadas para forjar um clima de romance para me fazer sentir dor. Mostre a que veio. Pare de representar. Guarde suas meia-verdades para mulheres que gostam de joguinhos. Não me leve ao cinema. Seja honesto. Leve-me a um motel barato e faça o que teve vontade de fazer desde que me viu pela primeira vez. Não diga que sou mulher para casar. Não me peça em casamento. Não peça meu telefone. Apenas faça o que veio fazer e feche a porta quando sair.)
- Ah... obrigada.
7 comentários:
rs, gostei do texto amiga, rs, de verdade. As vezes eu me sinto assim, cansada de mentiras, de carinhos, gestos e elogios falsos.
E desde q conheço teus fragmentos, minha concepção é aquela. Nenhum texto teu fugiu à regra.
Mas aí eu tb fico pensando: será q nós mulheres é q somos e temos histórias tão irreverentes com finais únicos?
Sim, pq cada uma de nós é um fragmento desse aí. Qual mulher não tem esse pensamento vão de se revelar a puta, em vez da santa?
Rss
Bjos, moça?
Nossa. Cmg não aconteceu situação igual. Mas q cada um poderia dizer a que veio. porque esta ali. Temos que passar todos por um teatrinho. Acho q as historia de quando eramos pequenos ainda causam efeitos na nossa imaginação.
Mas me pos a pensar. Num bar e tal, se alguem chega para ti e diz: quero isso, isso e isso, topas?
Obrigada pela reflexão.
Todas as gentilezas são deliciosas se verdadeiras,do contrário o melhor é a sinceridade,por mais crua que ela seja!!
Seus textos e seu estilo são primorosos!!!
Beijos!!
Sonia Regina.
Querida Jô!
Estou orgulhosa por ter você a seguir o meu blog!
Obrigada,beijos!!
Sonia Regina.
hahaaha
esse é o papo reto!
sem papas, direto... e ainda assim, um fragmento precioso!
abraços
Ai, que delícia seria poder falar tudo o que pensamos né? Ainda que seja só falar... imagina poder fazer tudo o que queremos, sem aquele medo ridículo da hipocrisia alheia. Delícia!
Bjs!
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